Não existe uma
certeza com relação a quem disse a célebre frase "os olhos são espelhos
da alma". Muitos dizem que foi Leonardo Da Vinci, outros que o autor foi
Edgard Allan Poe, escritor estadunidense. E há também quem afirme que
Jean-Baptiste Alphonse Karr, jornalista francês, cunhou a referida
sentença.
Uma coisa, porém, é certa: a frase expressa uma realidade concreta.
Os olhos revelam,
por exemplo, os efeitos da poluição no coração, documentam a pressão
arterial, indicam a orientação sexual, entregam se alguém está mentindo
e, também, o aparecimento da doença de Alzheimer.
Esta última
função surgiu de um experimento em ratos feito por pesquisadores da
Georgetown University Medical Center, nos EUA, e da Universidade de Hong
Kong, China, que, de modo geral, consistiu na análise da retina dos
animais, que foram geneticamente modificados para desenvolver Alzheimer.
Ao contrário de
estudos anteriores, neste caso, os cientistas mediram a espessura da
retina, incluindo sua parte ou camada interna e as células ganglionares.
Assim, descobriram que os ratos com Alzheimer tiveram uma redução
significativa da espessura das camadas em análise. Os ratos saudáveis
não apresentaram mudanças substanciais em suas retinas.
Scott Turner,
diretor do programa de distúrbios de memória do Centro Médico da
Universidade Georgetown e autor do estudo, observou que ambas as camadas
de células da retina são reduzidas quando há Alzheimer: perda de 37%
dos neurônios da nuclear interna e de 49% da de células ganglionares, em
comparação com outros camundongos saudáveis da mesma idade. Nos seres
humanos, a estrutura e a espessura da retina podem ser prontamente
medidas com exames de tomografia de coerência óptica, que facilitaria
diagnósticos precoces.
Os autores da
pesquisa destacam que o estudo não é conclusivo, pelo que há muito que
se pesquisar. No entanto, abre-se a possibilidade de poder detectar esta
doença grave através dos olhos, uma vez que esses estão relacionados
com o cérebro e algumas das suas atividades mais importantes.
O Alzheimer é uma
doença neurodegenerativa que afeta o cérebro e algumas de suas funções,
principalmente cognitiva e comportamental, geralmente em pessoas com 65
anos ou mais. Um dos sintomas mais comuns da doença é a incapacidade de
adquirir novos conhecimentos e usar a memória - a imediata se perde
gradativamente junto com outras habilidades mentais. É atualmente a
forma mais comum de demência, além de ser incurável e terminal. Desde
seu diagnóstico, costuma durar cerca de dez anos.
Os especialistas
costumam passar algumas simples recomendações que provavelmente
prevenirão ou retardarão o aparecimento desta enfermidade, como levar um
estilo de vida saudável, se exercitar e, acima de tudo, manter o
cérebro ativo. Há evidências de que essa última prática ajuda contra as
doenças cognitivas.
A recomendação,
para tanto, é ler, aprender coisas novas como línguas ou um ofício,
analisar constantemente coisas de interesse, praticar um esporte ou arte
ou escrever. Estas simples atividades cotidianas evitarão problemas
futuros.
Já as pessoas que
se encontram na idade propensa ao Alzheimer precisam realizar exames
para verificar a existência dessa doença. Se diagnosticada, há algumas
opções que, embora não curem a condição, possibilitam a melhor vida
possível.
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