quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Uma entre 4 crianças em idade escolar tem problemas de visão que afetam aprendizado

Além de providenciar a matrícula na escola e o material escolar, nesta época do ano os pais devem agendar uma consulta no oftalmologista para os filhos em idade escolar. Segundo estudos, de cada 4 crianças em idade escolar uma tem problemas na visão que, se não tratados, podem afetar o aprendizado, a personalidade e o comportamento na escola.
Os oftalmologistas explicam que as ocorrências mais comuns na infância são os erros refracionais (miopia, astigmatismo e hipermetropia), facilmente corrigidos com a prescrição de óculos. "Geralmente, os pequenos dão sinais de que não estão enxergando bem. Cabe aos pais, avós e professores ficarem atentos e tomarem as providências, que começam com uma visita ao oftalmologista", explica o professor doutor em Oftalmologia, Marcello Colombo Barboza, diretor do Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos.
Alguns dos sinais que indicam que as crianças estão com dificuldade para ver são: sentar sempre muito perto da tevê ou levar o livro muito próximo do rosto, perder-se na leitura ou usar o dedo como guia para ler, apertar os olhos ou erguer a cabeça para ver melhor, esfregar os olhos com freqüência e queixar-se constantemente de dor de cabeça e olhos cansados.

Também merecem atenção sintomas como: sensibilidade à luz ou lacrimejamento excessivo, fechar um olho para ler, ver tevê ou enxergar melhor, evitar atividades que exigem a visão de perto como, ler, fazer a lição de casa e usar o computador; ou ainda as que exigem a visão de longe, como a prática de esportes e outras atividades de lazer.
Outro sinal importante de problemas de visão nas crianças é a queda no desempenho escolar e das notas. "Às vezes, a dificuldade do aprendizado vem da dificuldade de enxergar bem", alerta o especialista.
O ideal é que a criança em idade escolar consulte o oftalmologista antes de entrar na escola, e, depois, a cada dois anos, se ela não tem problema de visão. Se tiver, ela deve ver o especialista anualmente. 

MANUTENÇÃO DE SUAS LENTES DE CONTATO SEM RISCOS


"Quem usa lente de contato deve optar por óculos de grau quando vai à piscina ou praia", adverte. Isso porque, o contato do olho com água contaminada por bactérias, cloro e até filtro solar pode causar uma infecção na córnea ou uma conjuntivite tóxica. Além disso, entrar na água do mar ou de piscina usando lente aumenta o risco de contrair acanthamoeba, um parasita que dificilmente é controlado com medicamentos. Já durante o sono, o especialista diz que a produção lacrimal diminui e a falta de oxigênio na córnea aumenta entre 10 e 20 vezes o risco de deformação da córnea.
Outro erro comum, observa, é usar soro fisiológico para higienizar a lente e o estojo. O produto pode contaminar os olhos porque não tem conservante. Para pessoas alérgicas às soluções higienizadoras a recomendação é usar frascos com dose única de soro.

Manutenção sem riscos
As principais recomendações para quem prefere usar lente são:
Fazer a adaptação com um especialista. Lentes que não acompanham a curvatura da córnea podem causar lesões graves.
Lavar cuidadosamente as mãos antes de manipular as lentes.
Utilizar soluções higienizadora tanto na limpeza quanto no enxágüe das lentes e estojo.
Friccionar as lentes para eliminar completamente os depósitos
Não usar água de torneira ou sobra de soro fisiológico depois que a embalagem for aberta.
Retirar as lentes antes de remover a maquiagem e quando usar spray no cabelo
Colocar as lentes sempre antes da maquiagem
Guardar o estojo em ambiente seco e limpo
Trocar o estojo a cada quatro meses
Respeitar o prazo de validade das lentes
Jamais dormir com lentes, mesmo as liberadas para uso noturno.
Interromper o uso a qualquer desconforto ocular e procurar o oftalmologista

Calor dobra riscos no uso das lentes de contato

O cuidado com a manutenção das lentes de contato no verão deve ser redobrado. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, os prontuários do hospital mostram que nesta época do ano dobra o número de contaminações por mau uso de lentes. Segundo o médico, um dos fatores relacionado ao problema é a maior proliferação de bactérias no ar que facilita a contaminação não só das lentes, como dos estojos.
Só para se ter uma idéia, um estudo conduzido pelo médico com 210 usuários mostra que a contaminação por manutenção e armazenamento inadequados responde por 20% das complicações, o uso além do prazo de validade ou durante a noite por 45% e as alergias por 35%.


Sinais de alerta
Queiroz Neto afirma que vermelhidão nos olhos, sensibilidade à luz e visão borrada são os principais sinais de que algo está errado. "Insistir no uso sentindo desconforto pode provocar úlcera na córnea e até cegar", comenta. Por isso, quando o olho fica vermelho ele recomenda retirar as lentes e consultar um oftalmologista imediatamente. Colocar um colírio por conta própria pode piorar o problema, mesmo que os olhos fiquem temporariamente mais brancos, adverte.