sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

LENTES DE CONTATO - MITOS E DESCUIDOS QUE VALEM OS OLHOS DA CARA I



PARTE I
A utilização e o manuseio das lentes de contato ainda são marcados por práticas equivocadas por parte dos usuários. Confira os principais erros que podem causar desde simples incômodos à perda dos olhos.
Dizem que entre as décadas de 40 e 50, as jovens que freqüentavam os bailes, minutos antes de entrarem no salão, pingavam uma gotinha de limão em cada olho para deixá-los “brilhantes”, e assim ficarem mais atraentes para os rapazes. Quem nunca ouviu que determinada erva é tiro e queda para algum mal? Nós, brasileiros, adoramos estas soluções “mágicas”, é cultural. Porém, em muitas vezes, estas fórmulas não passam de crendices sem qualquer base científica.
Os tempos mudaram e as informações sobre cuidados com a saúde são muito mais claras e acessíveis. Mas, mesmo assim, muita gente ainda ignora que certos procedimentos, além de não serem eficazes, podem ser prejudiciais à saúde, principalmente algumas crendices populares. No caso das lentes de contato, por exemplo, tanto as corretivas quanto as cosméticas, o uso do soro fisiológico para realizar a assepsia das lentes é uma das grandes causas de problemas oculares, desde um ligeiro desconforto até conjuntivites (infecções da conjuntiva), blefarites (infecção das pálpebras) e ceratites (infecções da córnea), entre outras doenças.
Uma das mais temidas é a úlcera de córnea, que pode levar à perfuração do globo ocular, transplante de córnea até a perda do olho. “Soro fisiológico é água destilada e cloreto de sódio (sal). Em sua composição não existe nenhum produto que seja bactericida, fungicida ou conservante. Dessa forma, a lente se torna um excelente habitat para microorganismos como bactérias e fungos”, afirma o contatólogo Paulo Velloso.

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