PARTE I
A utilização e o manuseio das lentes de contato
ainda são marcados por práticas equivocadas por parte dos usuários. Confira os
principais erros que podem causar desde simples incômodos à perda dos olhos.
Dizem que entre as décadas de 40 e 50, as jovens
que freqüentavam os bailes, minutos antes de entrarem no salão, pingavam uma
gotinha de limão em cada olho para deixá-los “brilhantes”, e assim ficarem mais
atraentes para os rapazes. Quem nunca ouviu que determinada erva é tiro e queda
para algum mal? Nós, brasileiros, adoramos estas soluções “mágicas”, é
cultural. Porém, em muitas vezes, estas fórmulas não passam de crendices sem
qualquer base científica.
Os tempos mudaram e as informações sobre cuidados
com a saúde são muito mais claras e acessíveis. Mas, mesmo assim, muita gente
ainda ignora que certos procedimentos, além de não serem eficazes, podem ser
prejudiciais à saúde, principalmente algumas crendices populares. No caso das
lentes de contato, por exemplo, tanto as corretivas quanto as cosméticas, o uso
do soro fisiológico para realizar a assepsia das lentes é uma das grandes
causas de problemas oculares, desde um ligeiro desconforto até conjuntivites
(infecções da conjuntiva), blefarites (infecção das pálpebras) e ceratites
(infecções da córnea), entre outras doenças.
Uma das mais temidas é a úlcera de córnea, que
pode levar à perfuração do globo ocular, transplante de córnea até a perda do
olho. “Soro fisiológico é água destilada
e cloreto de sódio (sal). Em sua composição não existe nenhum produto que seja
bactericida, fungicida ou conservante. Dessa forma, a lente se torna um
excelente habitat para microorganismos como bactérias e fungos”, afirma o
contatólogo Paulo Velloso.
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