Conhecida como diabetes mellitus, a doença ocorre quando há um aumento da taxa de açúcar no sangue. “Este é um dos problemas mais graves de saúde pública, pois é responsável por 40% das mortes por complicações cardiovasculares - a primeira causa de óbitos no mundo. No Brasil, cerca de 10% das pessoas atingidas têm entre 30 e 69 anos”, alerta o endocrinologista João Roberto de Sá, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A doença
O diabetes pode se manifestar de duas formas: o do tipo 1 – mais comum, que atinge também crianças e jovens até os 25 anos – ocorre quando as células do pâncreas (que fabricam insulina, o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células) são destruídas. Já o do tipo 2 – que costuma acometer pessoas acima dos 40 anos - ocorre porque a produção da insulina é insuficiente ou quando as células não conseguem aproveitá-la corretamente (é a chamada resistência à insulina).
Algumas mulheres podem desenvolvê-la ao engravidar, mesmo sem nunca ter apresentado problemas de glicemia na vida. “O diabetes gestacional deve ser controlado, pois oferece riscos à saúde da mãe e do bebê”, avisa João. Há, ainda, pessoas que sofrem com o pré-diabetes. “Elas estão começando a desenvolver a doença e devem se cuidar para que o quadro não se agrave”, explica o médico.
Atenção aos sintomas
A hereditariedade e a obesidade estão entre os fatores que desencadeiam a doença. “Por isso, a alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos e a manutenção do peso dentro da faixa de normalidade ajudam a prevenir o problema”, orienta o médico. Outro cuidado importante é ficar alerta aos sintomas, como vontade de urinar muitas vezes, perda de peso, excesso de fome, cansaço, dificuldade de cicatrização, impotência sexual e pressão arterial elevada.
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