domingo, 22 de janeiro de 2012

Saiba como escolher os melhores óculos de sol para este verão

Leve em conta se produto será usado no dia a dia, na praia ou no esporte.



Cor da lente também influencia no realce de contrastes e detalhes.
  
Os olhos são a região mais exposta do corpo, recebem muita luz - principalmente no verão - e têm 15 vezes mais terminações nervosas que as pontas dos dedos, por exemplo. Para cuidar da saúde da visão, portanto, é preciso saber escolher os óculos de sol certos.

Em primeiro lugar, a pessoa deve levar em conta se o produto será usado no dia a dia, na praia ou para a prática esportiva. Isso porque cada modelo, material, tamanho, cor, filtro e tipo de lente tem uma especificidade. Mas você não precisa pagar caro nem procurar muito, segundo o oftalmologista Emerson Castro, do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo.


"Os óculos podem ser simples e baratos, desde que sejam feitos de um bom material", diz. Isso porque, se a qualidade ótica for baixa, pode provocar tontura e a sensação de olhar para um vidro ou acrílico. Castro cita as lentes de policarbonato, que são leves e resistentes, como uma boa opção. E é importante que o produto tenha sempre certificado de origem.


O médico também destaca que, em relação ao tamanho dos óculos, os de "madame" são os melhores. "É uma moda maravilhosa, porque protege bem a borda da pálpebra, onde pode ocorrer câncer em idosos."

Protetor Solar dos olhos

Cor das lentes

As diferentes colorações das lentes dos óculos também devem ser analisadas antes da compra. De acordo com o oftalmologista, o marrom e o fumê são indicados para dias claros, pois realçam contrastes e detalhes.

As lentes laranja e amarelas também destacam contrastes e profundidade. São ideais para usar de manhã, no fim do dia ou quando chove. Os óculos azuis, da mesma forma, servem para o fim da tarde e o tempo encoberto. Já os vermelhos e rosa têm um caráter mais fashion e podem ser usados em momentos variados.

O verde-escuro, muito adotado por militares, permite uma boa percepção de cores e um contraste adequado em ambientes com pouca iluminação. Já o cinza, por ser neutro, é melhor em locais de intensa luminosidade.
Óculos esportivos

Esportes na areia, grama, água e com bolas ou objetos menores que a órbita ocular - como squash e badminton - devem incluir o uso de óculos. "Dependendo da velocidade com que uma bola atingir o olho, é capaz de explodir o globo ocular", alerta o médico. No caso da natação, o cloro da água pode causar irritação.

O oftalmologista do HC ressalta que os acidentes oculares podem ser evitados em até 90% dos casos. E, nos EUA, os traumas na visão respondem por 14% de todas as perfurações registradas.

Para ir à praia, uma boa alternativa é pôr grau nos óculos de sol. Isso porque quem tem algum problema de visão - como miopia, astigmatismo ou hipermetropia - não deve usar lente nessa ocasião, quando o risco de contaminação aumenta. Em outros momentos, é possível usar a lente e os óculos de sol sem grau por cima.

De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Albert Einstein, só fica com a marca dos óculos no rosto - parecendo um urso panda - uma pessoa que não usa filtro solar corretamente (no mínimo, fator 15) e se expõe demais ao sol.

"Hoje, já aconselho até crianças a usar óculos escuros. Meus filhos usam", afirma o oftalmologista. Segundo Castro, essa recomendação vale principalmente para crianças mais crescidas e adolescentes. Nos menores e em bebês, pôr um boné ou chapéu é o suficiente. E é importante evitar sempre o sol depois das 10h da manhã.
Doenças oculares causadas pelo sol

A principal função dos óculos escuros é proteger mecanicamente os olhos contra os raios ultravioleta (UV) A e B. E os maiores problemas provocados a longo prazo por uma exposição em excesso ocorrem na retina, localizada no fundo do olho. É o caso de uma doença chamada degeneração macular relacionada à idade.

Os raios UV também podem favorecer a formação de pterígio, uma pele sobre a conjuntiva (membrana que reveste a superfície da córnea) que causa ardor na córnea (lente externa do olho), sensação de areia e pode avançar para o centro da visão. Países tropicais têm mais incidência da doença.

A catarata, que é a perda de transparência do cristalino - o que torna a visão turva -, é outro problema que costuma ocorrer em maior quantidade e mais precocemente em indivíduos expostos ao sol demais e sem proteção.
Bonés e filtro solar

Além dos óculos, os bonés, chapéus e protetores solares são aliados para o bloqueio dos raios UV. E uns não isentam o uso dos outros, enfatiza a dermatologista Márcia Purceli.

Um "defeito" do boné é que ele protege a testa e o couro cabeludo, mas deixa de fora as orelhas e boa parte do rosto. Por essa razão, o modelo ideal é o chapéu de abas largas, de palha sintética (para as mulheres) ou do tipo australiano (unissex). Chapéus furados, como o de crochê ou de palha natural, não são bons, segundo a médica.
Crianças e homens calvos devem redobrar os cuidados. "O couro cabeludo não foi feito para tomar sol. Tem que cobri-lo e também passar protetor nele", recomenda.

E já existem chapéus e roupas com filtro solar - assim como protetores em spray para os cabelos. Os modelos custam cerca de R$ 50 e vão perdendo a função com as lavagens, mas duram bastante.

A melhor cor de chapéu, indica a dermatologista, é a escura - o branco, quando molhado, permite a passagem de até 50% da luminosidade. Verde claro, azul e vermelho também são ótimas cores, diz Márcia.
Ela destaca que o governo deveria incentivar o uso do protetor solar e encará-lo como remédio, não como cosmético. "No Brasil, a alta carga de impostos é culpada pelo preço do produto, que deveria custar até R$ 10. Na Austrália, país com maior índice de câncer de pele do mundo, há protetor de graça nos postos de saúde. E os mercados e lojas, em vez de darem bala de troco, oferecem sachês de filtro solar", compara.

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